O Nameplate mede, prevê e ajuda a aproveitar a energia limpa que o Brasil joga fora. É um projeto de verdade, com produto no ar e nome próprio, e a equipe que o constrói cabe numa sala. Se você estuda na ECIT e quer fazer parte, esta página explica o que o projeto faz, onde você pode atuar e como se apresentar.
Toda turbina eólica tem uma placa (nameplate) que diz quanta energia ela é capaz de gerar. Na prática ela entrega bem menos, porque o operador do sistema manda desligar quando a rede não dá conta de escoar tudo. Essa diferença entre o que a placa promete e o que chega na tomada é energia limpa jogada fora. É esse buraco que o projeto mede.
21,1%da geração eólica e solar do país: o tamanho do corte de 2025
R$ 11 bio prejuízo estimado desse corte, em um ano
79%dos cortes de 2026 aconteceram no Nordeste
O projeto faz três coisas: mede o que foi cortado, prevê com 24 a 72 horas de antecedência onde vai sobrar energia, e mostra como aproveitar essa sobra, com um protótipo montado aqui no laboratório da escola. Nada disso é exercício: o painel é público, os dados são abertos e qualquer pessoa pode conferir se a previsão acertou.
As três áreas
O trabalho se organiza em três áreas, e elas são amplas de propósito. Ninguém entra para fazer só uma coisa: cada pessoa contribui com o produto e também com o que o projeto precisa para existir em público: pitch, apresentação, design, comunicação, organização. A área diz onde você tem a palavra final, não onde termina o seu trabalho.
Neste ciclo entram até três titulares (uma pessoa por área) e até duas suplências gerais: quem acompanha o projeto em rodízio, aprende as três áreas e assume uma vaga em caso de saída, com o mesmo certificado e a mesma mentoria. Os números são limites, não cotas a preencher.
01
Desenvolvimento & Dados
Constrói o produto: painel, pipeline de dados, modelo de previsão e protótipo físico.
Programar o painel público (contador ao vivo, mapa, página de acurácia) e a landing, junto com os fundadores.
Cuidar da ingestão dos dados do ONS (Parquet/S3, atualizados duas vezes ao dia) e das consultas que a equipe usa para analisar.
Participar da construção do modelo de previsão: preparar dados, rodar o baseline, medir o acerto no backtesting e ler os resultados com estatística básica.
Montar e manter o protótipo físico (Raspberry Pi + MQTT) e a workstation do laboratório.
Gerar os gráficos e números que as outras áreas usam em slides, vídeos e textos.
Combina comQuem gosta de programar, mexer com dados, planilhas ou eletrônica, ou quer aprender machine learning na prática. Desejável, não obrigatório: Python ou JavaScript básico e Git.
02
Design & Experiência
Faz o Nameplate ser bonito, claro e reconhecível em tudo que sai do projeto.
Aplicar o guia de marca (cores, Inter, o acento amarelo) em tudo que sai do projeto.
Desenhar slides de pitch, apresentações e relatórios no padrão minimalista já definido; a diagramação dos documentos também passa por aqui.
Produzir as peças visuais: posts, banner, adesivos, camisetas, capa de vídeo, ícones do painel e infográficos com os números do projeto.
Colaborar no design de interface do painel e da landing: wireframes, fluxo, layout. A programação fica com Desenvolvimento, mas a decisão visual passa por aqui.
Manter o acervo visual organizado e cuidar do visual do laboratório e do protótipo físico.
Combina comQuem gosta de Canva ou Figma, desenho, edição de imagem e vídeo, ou simplesmente tem olho para o que está bonito e o que está feio.
03
Comunicação, Pitch & Pesquisa
Conta a história do projeto com fatos verificados: apresenta, escreve, grava, organiza.
Ser a voz do projeto: apresentar o Nameplate em feiras, bancas, visitas à escola, reuniões com parceiros e vídeos.
Escrever e ensaiar o pitch em versões de 1, 3 e 5 minutos, e treinar as respostas para as perguntas difíceis.
Manter a base de fatos do projeto (números, fontes e datas verificados) para que ninguém apresente um dado errado.
Acompanhar o que ONS, EPE e a imprensa publicam, e resumir para a equipe o que importa.
Redigir os textos do projeto: descrição, legendas, e-mails para parceiros, roteiros de vídeo e relatórios.
Cuidar do cronograma e das entregas: o que está atrasado, o que vem depois, quem faz o quê.
Combina comQuem gosta de falar em público, escrever, pesquisar, conferir e organizar, ou quer aprender a fazer isso bem.
Quem pode se apresentar
Estar matriculado ou matriculada na ECIT Henrique Fernandes de Farias, no curso técnico de Informática. A participação é exclusiva da escola.
Preferência para a 1ª e a 2ª série, que garantem permanência no projeto por mais de um ciclo; quem está na 3ª série também pode se apresentar.
Frequência e rendimento escolares regulares: o projeto não pode atrapalhar a escola.
Consentimento da família por escrito, entregue na confirmação, depois do período de experiência.
Não é pré-requisito já programar bem, desenhar ou ter apresentado em público. Interesse real e compromisso contam mais que experiência prévia: quem já tem alguma habilidade na área larga na frente, mas ninguém é eliminado por não ter.
Como funciona na prática
Carga horária
De 4 a 6 horas por semana, dentro da rotina da escola: eletivas, clube, projeto de vida e contraturno quando necessário. Na suplência, de 2 a 3 horas.
Modalidade
Presencial, no laboratório da ECIT. Entre um encontro e outro, a conversa corre no grupo do projeto.
Encontros
Um encontro semanal da equipe completa, mais o trabalho por área.
Duração
Ciclo de 12 meses, renovável por interesse das duas partes.
Compromissos
Frequência mínima de 75% nos encontros, as entregas combinadas na área e presença nos eventos em que o projeto se apresentar.
O que você leva
Certificado de participação em projeto de pesquisa aplicada, com carga horária e área de atuação.
Nome nos créditos do projeto (site, vídeos, apresentações) e coautoria em publicações quando houver contribuição.
Mentoria direta do professor Vinícius em desenvolvimento, produto, design, pitch e empreendedorismo.
Formação na área de interesse e nas outras duas: todo mundo aprende um pouco de tudo.
Acesso ao laboratório, à workstation com GPU e aos equipamentos do projeto.
Participação em feiras, eventos e visitas técnicas representando o projeto.
Portfólio real para currículo, vestibular e as oportunidades que vierem depois.
Sobre bolsa: ela não é garantida. O projeto concorre a editais e programas de fomento, e uma bolsa para os estudantes só passa a existir se alguma dessas aprovações sair. Se acontecer, o assunto é tratado diretamente com quem foi selecionado e com a família. Vale entrar pelo que a chamada oferece desde o primeiro dia, não pela possibilidade.
Como participar
O primeiro contato não é uma seleção: ninguém é eliminado no formulário. A sondagem serve para descobrir quem tem interesse real; depois vem um período de experiência junto com a equipe, e só então a confirmação: a vaga se define pelo que você demonstra ao longo de semanas, não por uma conversa de 15 minutos. O caminho tem cinco etapas.
Até 05/09Sondagem de interesse: você conta quem é, que áreas te atraem e por quê, pelo formulário. Ninguém é eliminado nesta etapa.
08 a 11/09Conversa de apresentação, em grupo, com o professor mentor e os fundadores: o projeto se apresenta, você pergunta e escolhe por onde quer começar.
14/09 a 02/10Período de experiência: três semanas participando dos encontros em rodízio pelas três áreas, com tarefas reais de apoio, ainda sem compromisso formal.
Até 06/10Confirmação de titulares e suplentes, por interesse mútuo, com base no que cada pessoa demonstrou. É aqui que o consentimento da família é entregue.
Semana de 13/10Reunião de integração da equipe completa: o início do ciclo de 12 meses.
Quem participa da experiência não tem obrigação de continuar, e o projeto não tem obrigação de confirmar: a decisão é dos dois lados. O que se observa é presença, curiosidade, entrega do combinado e convivência, não habilidade técnica prévia. Quem completar as três semanas recebe declaração de participação, confirmado ou não; quem não for confirmado pode ficar em lista para o próximo ciclo.
O que vamos perguntar
Nome, série e turma
Áreas que despertam interesse (pode marcar mais de uma)
Por que quer conhecer o projeto, em até 150 palavras
O que já sabe fazer na área (opcional)
Link ou foto de algo que já tenha feito (opcional)
Está aqui para você pensar com calma antes de se apresentar, principalmente as 150 palavras sobre por que quer conhecer o projeto, que é o que a gente lê com mais atenção.
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