Metodologia
Todo número aqui tem uma conta por trás.
Esta página mostra a conta inteira: de onde o dado vem, como ele vira o número do contador, o que é medição e o que é estimativa, e onde estão os limites. Quando um critério muda, a mudança entra aqui primeiro, datada, antes de valer no sistema.
- FonteONS · dados abertos
- Licença do dadoCC-BY
- Atualização2× ao dia
- Premissa de preçoR$ 250,80/MWh
De onde vem o dado
A matéria-prima é o constrained-off: o registro oficial de quanto cada usina deixou de gerar por ordem do Operador Nacional do Sistema Elétrico. O ONS publica esse dado no portal de dados abertos, por usina eólica e fotovoltaica, em intervalos de meia hora, com histórico desde outubro de 2021 (o recorte solar começa mais tarde que o eólico). Os arquivos são mensais, em formato Parquet, sob licença CC-BY, e são atualizados duas vezes ao dia.
O Nameplate consome exatamente dois conjuntos desse portal: restricao_coff_eolica_tm e restricao_coff_fotovoltaica_tm. Nenhum outro dado entra na conta do contador.
O dado verificado chega com defasagem: a linha de procedência sob o contador diz até quando existe dado do ONS no momento em que você olha. Essa data é parte do número, não um detalhe.
A conta do contador
Do registro semi-horário ao número na tela são quatro passos, e nenhum deles tem segredo.
- 1 · O corte de cada meia-hora
- Para cada usina, em cada meia-hora com restrição: geração de referência menos geração entregue (
val_geracaoreferencia − val_geracao), nunca negativo. É a distância entre o que a usina podia gerar e o que o sistema deixou. - 2 · De potência a energia
- Os valores do ONS são potências médias (MW) de cada meia-hora; a energia da janela é potência × 0,5 h. Somando todas as usinas e todas as meias-horas do ano, chega-se ao acumulado em MWh.
- 3 · De energia a reais
- O acumulado em MWh é multiplicado por uma premissa de preço única e declarada: PLD médio de R$ 250,80 por MWh. O valor em reais é ordem de grandeza honesta do desperdício: não é faturamento medido, e a página assume isso.
- 4 · A taxa que move o número
- A velocidade com que o contador sobe é o corte médio de todo o sistema nas últimas 24 horas de dado disponível, recalculada a cada snapshot.
Por que “estimativa em tempo real”
O contador não lê o ONS a cada segundo. Ninguém lê, porque o dado não existe nessa cadência. O que existe: 2× ao dia, um processo agendado baixa os dados novos, refaz a conta acima e publica um snapshot com o acumulado, a taxa e a data do último dado verificado. Esse snapshot é assado no HTML da página: o número que um robô de busca ou um leitor sem JavaScript recebe é o último valor calculado, não zero.
Entre um snapshot e o próximo, o navegador anima uma extrapolação: acumulado + taxa × tempo decorrido. Quando o snapshot seguinte chega, o número converge suavemente para a verdade recalculada, e nunca anda para trás. O rótulo na página é estimativa ao vivo de propósito: o movimento é extrapolação declarada, a verdade é recalculada duas vezes ao dia.
Premissas e limitações, declaradas
- Preço único, não preço horário. A conversão para reais usa um PLD médio de referência, não o PLD horário por submercado. O número em reais comunica escala; quem precisa de valoração fina deve partir do MWh.
- Referência simples. A conta usa a geração de referência (
val_geracaoreferencia), não a variante “final” que o ONS também publica. É uma escolha de metodologia, registrada nas notas abaixo. - Ausência vira zero. Meia-hora sem valor de referência não soma corte nenhum. O viés possível é para baixo: o contador nunca inventa desperdício.
- Defasagem do dado. O ONS publica com atraso; tudo o que o contador mostra além da última data verificada é extrapolação, e a página diz até onde vai o dado.
- Recorte solar mais curto. O histórico fotovoltaico do portal começa depois do eólico; anos antigos subestimam o corte solar.
A previsão e a régua dela
A previsão de 24 a 72 horas está no ar desde 28/08/2026, e só entrou porque venceu a régua mais difícil de bater numa série com memória: repetir o dia anterior. O acerto é medido como a operação prevê — walk-forward, cada dia previsto só com o que existia na véspera — e publicado por horizonte na página de acurácia, dentro do mesmo arquivo que carrega a previsão. Nenhum número de previsão aparece neste site sem o próprio erro ao lado.
O que ainda não está aqui: as janelas de 7, 30 e 90 dias por fonte e o arquivo de backtesting (previsto × realizado) para download — entram quando a série de previsões publicadas acumular história própria.
Notas de versão da conta
Toda mudança de critério (premissa de preço, janela da taxa, definição do corte) entra aqui como nota datada antes de valer no sistema.
- 28 de agosto de 2026
- O índice da escalada ganha definição própria e recálculoÍndice anual de corte definido como energia cortada ÷ geração entregue (eólica + fotovoltaica centralizada; corte do constrained-off, geração do balanço de energia dos quatro subsistemas). Série recalculada da fonte: 3,7% (2022), 5,4% (2023), 9,4% (2024), 21,1% (2025) — substitui os valores herdados do documento de projeto, que não se reproduziam dos dados abertos. Pela mesma conta e premissa de preço, o prejuízo de 2025 é estimado em R$ 11 bilhões. Verificado por duas implementações independentes.
- 5 de agosto de 2026
- A conta inicial entra no arCorte de cada meia-hora definido como referência menos geração entregue (val_geracaoreferencia − val_geracao), nunca negativo, somado por usina eólica e fotovoltaica. Premissa de preço: PLD médio de R$ 250,80/MWh. Taxa do contador: corte médio do sistema nas últimas 24 horas de dado.