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Glossário

As palavras do problema, sem mistério.

O setor elétrico fala em siglas, e o Nameplate não quer que ninguém finja entender. Cada verbete abaixo define o termo do jeito que o projeto o usa, e cada um tem endereço próprio, para você citar direto: nameplate.com.br/glossario#curtailment.

#Backtesting
Conferir a previsão contra o que de fato aconteceu, dia após dia. É assim que o modelo do Nameplate é medido: o erro típico de cada horizonte, nas últimas quatro semanas, publicado na página de acurácia — para qualquer pessoa auditar a taxa de acerto.
#Capacidade nominal (nameplate capacity)
O quanto uma usina é capaz de gerar, informado na sua placa de identificação, a nameplate. A distância entre o que a placa promete e o que a rede deixa entregar é o objeto do projeto, e deu nome a ele.
#Carga
O consumo do sistema em um instante: tudo o que está ligado, somado. Geração e carga precisam se equilibrar segundo a segundo — quando a geração renovável excede a carga que a rede consegue servir, nasce o corte.
#Carga flexível
Consumo que pode esperar a hora certa: processamento computacional, bombeamento, refrigeração com folga. É a peça do "aproveitar" — um sinal liga essa carga quando sobra energia, como no protótipo da escola (ver a home).
#CMO
Custo Marginal de Operação: quanto custaria produzir o próximo MWh do sistema. Anda junto com o PLD e é um dos sinais que o modelo de previsão vai observar.
#Curtailment (constrained-off)
O corte de geração que o ONS ordena quando o sistema não consegue escoar ou absorver toda a energia produzida: a usina podia gerar, mas é mandada reduzir. É o fenômeno que o Nameplate mede; no registro oficial, o termo aparece como "constrained-off".
#Defasagem do dado
O tempo entre a energia ser cortada e o registro aparecer no portal do ONS. Medida pelo projeto em 27/08/2026: as duas cargas diárias entregam o dia anterior completo — a ponta atrasa entre ~13 e ~43 horas (a nota inteira está na página de pesquisa).
#Despacho
A decisão, tomada pelo ONS a cada momento, de quais usinas geram quanto. O curtailment é um ato de despacho: a ordem para uma usina renovável gerar menos do que poderia.
#Energia eólica
Eletricidade gerada pelo vento. É a fonte mais cortada do país — os parques do Nordeste produzem mais nas horas em que o sistema menos consegue absorver — e por isso é metade do recorte que o Nameplate mede.
#Energia solar fotovoltaica
Eletricidade gerada pela luz do sol em painéis. A geração se concentra nas mesmas horas em todas as usinas ao mesmo tempo, o que agrava a sobra do meio-dia — a outra metade do recorte medido pelo Nameplate.
#Estimativa ao vivo
O rótulo honesto do contador: entre um snapshot e o próximo, o número sobe por extrapolação (acumulado + taxa × tempo decorrido) e converge quando a verdade recalculada chega. Movimento é estimativa declarada; medição chega duas vezes ao dia.
#Geração centralizada
As usinas de grande porte conectadas diretamente à rede de transmissão: o recorte dos números do Nameplate. Não inclui a geração distribuída, como painéis de telhado.
#Geração de referência
Quanto a usina teria gerado naquela meia-hora se não houvesse restrição: o ONS publica esse valor ao lado do que foi entregue de fato. A diferença entre os dois é o corte, e é a primeira linha da conta do contador (ver a metodologia).
#Geração distribuída
A geração pequena e espalhada, como painéis de telhado, conectada na rede de distribuição. Fica fora dos números do Nameplate — o recorte é a geração centralizada —, mas pesa no fenômeno: ela reduz a demanda visível e empurra ainda mais sobra para o meio do dia.
#Janela de revisão
O período em que o ONS ainda reescreve dados já publicados: um mês fechado segue sendo revisado por pelo menos quatro semanas. Número de mês recente é preliminar até a janela passar — o pipeline registra cada carga justamente para medir o tamanho dessas revisões.
#Licença CC-BY
A licença Creative Commons "atribuição": use, redistribua e transforme, citando a fonte. É a licença dos dados abertos do ONS e a mesma que o Nameplate aplica ao que publica por cima (ver /dados).
#MW × MWh
Megawatt é potência (o quanto flui agora); megawatt-hora é energia (potência sustentada por uma hora). Os registros do ONS são potências médias de cada meia-hora; por isso a conta multiplica por 0,5 h para virar energia.
#ONS
Operador Nacional do Sistema Elétrico: o órgão que coordena a operação da rede brasileira e decide, a cada momento, quem gera quanto. É dele a ordem de corte, e é dele o portal de dados abertos de onde o Nameplate lê tudo.
#Parquet
O formato de arquivo em que o ONS publica os dados abertos: colunar e compacto, feito para análise. Os arquivos do constrained-off são mensais, um por fonte (eólica e fotovoltaica).
#PLD
Preço de Liquidação das Diferenças: o preço de curto prazo da energia no mercado brasileiro. O contador usa um PLD médio de referência como premissa para traduzir MWh em reais; o valor exato e o porquê estão na metodologia.
#Previsão de 24–72h
O horizonte de previsão do Nameplate, no ar desde agosto de 2026: onde e quando haverá corte, de um a três dias antes, com a incerteza declarada ao lado de cada número. É a janela que permite agendar carga flexível para a hora da sobra — auditável pelo backtesting público da página de acurácia.
#Razão da restrição
O motivo que o ONS registra para cada corte: restrição de confiabilidade elétrica (a rede não aguenta) ou razão energética (o sistema não precisa da energia). A segunda é a sobra estrutural — a que cresce, e a que o Nameplate quer pôr para trabalhar.
#Rede de transmissão
As linhas de alta tensão que levam a energia das usinas até os centros de consumo. Quando falta linha, o corte é gargalo de escoamento; mas a projeção do ONS diz que a maior parte do corte futuro não é isso — é sobra estrutural (ver a home, dobra "por que não acaba").
#SIN
Sistema Interligado Nacional: a malha que conecta geração e consumo do país quase inteiro. É por ele estar interligado que sobra de energia no Nordeste vira problema de todo o sistema.
#Snapshot
A fotografia que o pipeline tira duas vezes ao dia: um arquivo público de ~1 KB (contador.json) com o acumulado do ano, a taxa recente e a data do último dado verificado. É a verdade sobre a qual o contador anima; o dicionário completo está em /dados.
#Subsistemas do SIN
As quatro regiões elétricas do sistema interligado — Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul. O corte não é uniforme: concentra-se onde a geração renovável cresceu mais rápido que o consumo, com o Nordeste à frente.

Sentiu falta de um termo? É exatamente o tipo de aviso que melhora esta página: fale com a equipe pelo e-mail do rodapé.

O projeto

Monitoramento de curtailment de energia em tempo real.

Professor

Estudantes